16 out

Produtos do agronegócio mineiro, de qualidade comprovada, participaram do Sirha Rio, o grande evento realizado na capital fluminense no período de 4 a 6 de outubro. O Sirha é realizado em diversas partes do mundo e a versão carioca foi organizada pelo Sebrae, que uniu, em um só lugar (no caso, o Riocentro, na Barra da Tijuca), a cadeia de foodservice e hotelaria a grandes nomes da cozinha nacional e internacional. Foram mais de 70 produtos e empresas de várias partes do país expostos no Espaço Terroir Sebrae, entre eles os mineiros Café Cazê, da cidade de Campos Altos, na Região do Cerrado Mineiro, cachaças da Região de Salinas, no Norte de Minas, e a Doces da Christy, de Ponte Nova, na Zona da Mata. Além deles, o produtor de queijo canastra, Guilherme Ferreira, de São Roque de Minas, no Centro-Oeste do estado, participou de um workshop de harmonização de cerveja e queijo artesanal.

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Foto: Thelma Vidales

Os representantes mineiros são vinculados ao projeto Origem Minas (fruto da parceria Sebrae Minas-Faemg), criado para fomentar a competitividade do agronegócio e a gastronomia de Minas Gerais. A seleção dos artigos regionais seguiu critérios que levaram em conta a qualidade e a valorização da cultura local. Desse modo, o café, o queijo e as cachaças foram selecionados na categoria Indicação Geográfica (IG), enquanto que os doces receberam indicação como produto gourmet. O estande do Sebrae Minas, um dos mais concorridos da Feira, recebeu alguns experts da gastronomia, entre eles o renomado chef francês Claude Troisgros, radicado no Brasil, herdeiro dos criadores da chamada nouvelle cuisine française. Troisgros conversou com os produtores mineiros e mostrou-se satisfeito com o que viu e provou.

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“Ele disse que é desta que gosta”, comemorou o produtor de cachaça Aldeir Oliveira, ao lembrar a frase dita pelo chef Troisgros após sorver uma bela dose da sua “branquinha”. Aldeir é o presidente da Associação dos Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), que engloba 20 sócios, cerca de 50 marcas (todas presentes no Sirha Rio) e produz cinco milhões de litros por safra da cana-de-açúcar. Ele e os colegas do Norte de Minas estavam exultantes com o próprio desempenho na Feira. “Foi um dos melhores eventos de que já participamos. Tivemos contato com muita gente e vislumbramos muitas oportunidades. Praticamente fechamos negócios com restaurantes da Europa, principalmente da França, e daqui, do Rio de Janeiro. Além disso, recebemos da Associação de restaurantes do Brasil (Abrasel) a proposta de fazer um festival nacional da cachaça de Salinas”, revelou.

Igualmente feliz com os resultados obtidos na feira, Marina dos Mares Guias Martins, proprietária da Doces da Christy, de Ponte Nova, vendeu os 300 quilos de bananada, goiabada e mangada que levou ao Sirha Rio e fechou negócios futuros. “Acho que se tivéssemos levado três mil quilos, teríamos vendido tudo”, frisou. A empresa fabrica cerca de sete toneladas por mês das guloseimas, definidas por Marina como “doces cremosos com baixo teor de açúcar e sem conservantes químicos”. A doceira fez questão de ressaltar uma confidência de Troisgros: “Ele disse que goiabada com queijo é sua sobremesa favorita”. Outra preferência facilmente detectada no estande Terroir Sebrae foi a apresentação de cafés especiais da Região do Cerrado Mineiro, uma das mais representativas do grão em Minas que, por sinal, é o maior produtor nacional. A barista Paula Dulgheroff comandou a cafeteria, apresentando métodos de preparo da bebida e promovendo degustação dos cafés de origem junto aos visitantes. 

Fonte:  Sebrae Minas